100. Sobre o Cartão de Feirante
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Recentemente, algumas entidades responsáveis pela organização de feiras de Artesanato, e de Ofícios ditos «urbanos», começaram a exigir a apresentação de «cartão de feirante» a quem nelas participa.
Esta exigência, justificada por razões legais, resulta no entanto de uma interpretação incorrecta da legislação em vigor (nomeadamente o Decreto-Lei n.º 42/2008).
De facto, é a própria Direcção-Geral das Actividades Económicas, entidade competente para a emissão do referido documento, que esclarece:
A realização de eventos (normalmente designados Feiras de Artesanato), que visam a exposição, divulgação e até o comércio de artesanato e que se destinam à participação de artesãos, não se enquadram no âmbito de aplicação do Decreto-Lei n.º 42/2008 …
[conforme página «Cartão de Feirante»,
no sítio governamental «PPART - Programa para Promoção dos Ofícios e das Microempresas Artesanais»,
Instituto do Emprego e Formação Profissional, Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social,
página essa que abaixo transcrevo na íntegra].
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Transcrição integral da entrada «Cartão de Feirante»,
do «Programa para Promoção dos Ofícios e das Microempresas Artesanais»:
[ www.ppart.gov.pt/principal.aspx?pagina=noticias&tipo=1&cod=5 ]
A entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 42/2008, de 10 de Março, que estabelece o novo regime jurídico aplicável ao comércio não sedentário exercido por feirantes e o regime aplicável às feiras e aos recintos onde as mesmas se realizam, deu lugar ao surgimento de algumas dúvidas acerca da obrigatoriedade, ou não, de os artesãos possuírem o Cartão de Feirante.
Com vista ao esclarecimento, procedemos a uma consulta junto da Direcção-Geral das Actividades Económicas (DGAE), entidade competente, nos termos daquele diploma, para a emissão do referido documento e para a organização e actualização do cadastro comercial dos feirantes, tendo obtido a seguinte informação:
1. “A realização de eventos (normalmente designados Feiras de Artesanato), que visam a exposição, divulgação e até o comércio de artesanato e que se destinam à participação de artesãos, não se enquadram no âmbito de aplicação do Decreto-Lei n.º 42/2008, de 10 de Março, visto que as suas características não correspondem às definidas no conceito de “feira” e que os seus participantes não são considerados “feirantes” na acepção da alínea b) do art.º 3.º”.
2. “A participação ocasional de um artesão, que não se enquadre na definição de “feirante”, numa “feira” abrangida pelo Decreto-Lei n.º 42/2008, pode ser autorizada pela Câmara Municipal ou entidade gestora do recinto, devendo para o efeito constar dos respectivos Regulamentos, as condições de atribuição desse espaço de venda ocasional, conforme previsto no n.º 3 do art.º 23 daquele diploma.”
Nota:
O Decreto-Lei n.º 42/2008 define “feira” como sendo “… o evento autorizado pela respectiva autarquia, que congrega periodicamente no mesmo espaço vários agentes de comércio a retalho que exercem a actividade de feirante” e “feirante” como “… a pessoa singular ou colectiva, portadora do cartão de feirante, que exerce de forma habitual a actividade de comércio a retalho não sedentária em espaços, datas e frequência determinados pelas respectivas autarquias”.
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99. Feira no Jardim de Paço de Arcos
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A Feira de Artesanato e do Livro de Paço de Arcos realiza-se no próximo domingo, 2 de Outubro, entre as 10 e as 17 horas, no Jardim Municipal, em frente à baía e à praia velha (entre a Av. Marginal e a Av. Marquês de Pombal). Esta feira, promovida pela Junta de Freguesia de Paço de Arcos, realiza-se todos os meses, no primeiro domingo. |
Engloba artigos artesanais e livros usados e poderá ainda ser aberta a organizações de carácter social e outras vertentes de interesse para a população local criteriosamente seleccionadas pela organização (1).
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O cartaz da iniciativa, na página d’ As Feiras.
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O Jardim de Paço de Arcos é um local sombreado, muito aprazível, à beira-mar
(e a meteorologia diz que vai estar bom tempo!).
Contamos com a vossa presença! Obrigada!
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(1) Texto da organização.
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98. Para Comemorar
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Depois de um interregno de mais de três meses – por força de circunstâncias inultrapassáveis – um novo caderno de capas duras, para comemorar o segundo aniversário do blogue (há duas semanas atrás…) e o Ano Internacional das Florestas (já aqui referido).
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Caderno quadrangular, com 20 cm de lado. Costura de cinco estações, em linha de algodão.
A lombada e a capa posterior são forradas a tecido de algodão estampado fluido em tons de castanho (o mesmo das Lombadas de Pauzinhos).
A capa anterior é revestida a folha de madeira (Carvalho roble, uma árvore característica das florestas portuguesas) e protegida por um acetato que tem impresso o nome da árvore e uma ilustração de folhas e frutos.
Tenho outro exemplar com folha de Bordo do açúcar, uma madeira bastante mais clara e de «padrão» mais largo e menos regular.
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O corpo do caderno é em papel manteigueiro, que é excelente para escrever ou desenhar.
As folhas de guarda, em papel couché, são faixas de um cartaz do extinto ipamb, Instituto de Promoção Ambiental (tal como nos Quatro Cadernos pela Água) – o tema é a Floresta, com ilustração assinada MAICO.
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Cadernos, série ECOFOLIA
Catálogo e Encomendas »
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Materiais:
Acetato, cartão prensado, cartaz, folha de madeira, linha de algodão encordoada, papel estucado (couché), papel manteigueiro, tecido de algodão, tecido estampado.
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97. Capas Impermeáveis
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Cadernos de bolso – de bolsa, de carteira, de mala… – com as capas almofadadas e forradas a tecido de guarda-chuva: ainda a mesma preocupação manifestada no artigo anterior (Ex – Tapete de Rato), de REUTILIZAR materiais e REDUZIR desperdícios…
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Os quatro cadernos fecham com elástico de rolinho colorido e apresentam diferentes estampados: dois mais sóbrios (com elástico azul e padrões escocêses azul-verde-amarelo) e dois mais garridos, ligeiramente mais largos (com elástico rosa pálido e padrão de bolas brancas sobre fundo rosa ou motivos florais geométricos multicores).
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Devido à dificuldade de aderência entre as diferentes camadas que formam as capas, estas são consolidadas por uma costura lateral em linha de algodão (verde seco nos escocêses e multicor nos outros dois), a mesma linha com que os cadernos são cosidos.
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O corpo é constituído por folhas de papel reciclado e é protegido por guardas duplas, com papel fantasia diferente de caderno para caderno; as folhas de guarda das capas são todas em papel craft.
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Imagens de detalhe do encaixe do elástico e da costura lateral.
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Cadernos, série PLUVIATILE
Catálogo e Encomendas »
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Materiais:
Cartão prensado, elástico de rolinho, espuma de embalagem, linha de algodão, papel craft, papel estampado, papel reciclado, tecido estampado, tecido impermeável.
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Outro artigo relacionado:
Tecido de Guarda-chuva ♦
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96. Do Artesanato e do Livro, em Carnaxide
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A 1ª Feira de Artesanato e do Livro de Carnaxide realiza-se no próximo sábado, 18 de Junho, entre as 10 e as 18 horas, no Centro Cívico de Carnaxide (junto à Biblioteca Municipal, Junta de Freguesia e Igreja). A organização é da Biblioteca Municipal de Carnaxide, no âmbito do programa (Oeiras) a ler : |
Num espaço de cruzamento com a comunidade local, a Biblioteca Municipal de Carnaxide alia o convívio ao ar livre com a promoção do artesanato tradicional e de actividades de promoção do livro, leitura e literacias.
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O cartaz da iniciativa, na página d’ As Feiras.
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95. Ex – Tapete de Rato
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Costumo REUTILIZAR envelopes usados, virados do avesso, para tomar notas e fazer rascunhos…
Daí o ter-me lembrado de fazer este livro de notas, à base de materiais reutilizados, em que as capas foram cortadas num antigo tapete de rato (que perdeu o revestimento e ficou só com a camada de espuma preta) e o corpo é constituído por costas de envelopes circulados, tirando partido dos diferentes padrões e cores dos respectivos interiores.
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Preto e branco são as cores dominantes do conjunto, apenas pontuado por alguns tons de cinzento e azul. O livro apresenta um fecho através de um cordão preto tecido (reutilizado já não sei de onde…) e de um botão côncavo cinzento nacarado (com 40 ou 50 anos de idade!).
O lombo exposto (na imagem em baixo, à direita) evidencia os dois tipos de costura utilizados, com linha preta de algodão mercerizado: primeiro, as folhas foram cosidas a ponto de luva duplo, em três «cadernos», que por sua vez foram depois costurados sobre cordas e ligados às capas, através do cordão que abraça o livro e faz o fecho.
As costuras a ponto de luva rematam numa franja, que adorna o pé do lombo.
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As folhas de guarda são independentes, para as capas e para o corpo: guardas plásticas azuis e translúcidas (de uma pasta reutilizada) para as capas; recortes de páginas publicitárias de revistas, com frases sugestivas, para o corpo.
A ligação entre os dois tipos de guardas (ou seja, entre capa e corpo) é reforçada por uma carcela invertida, em cartolina texturada preta.
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Imagens de detalhe das frases publicitárias que foram integradas nas folhas de guarda:
– na frente – A Arte é só para alguns. Milhões. Faça parte desta pequena grande elite.
– e atrás – mais ar puro.
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Livro de Notas, série TAPESIA
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Materiais:
Botão nacarado, cartolina texturada, cordão tecido, folha de plástico, linha de algodão mercerizada, papel de sobrescrito, papel de revista (impresso), tapete de rato (espuma sintética).
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93. Taças em Conjunto
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Depois de várias experiências com diferentes tipos de papel, acabei por preferir o texturado semiartesanal para fazer estas Taças em Papel, de origami tradicional chinês (1).
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É possível organizar conjuntos de taças da mesma cor em três dimensões diferentes, ou do mesmo tamanho em cores distintas.
Os papéis, de fabrico parcialmente mecanizado, apresentam coloridos intensos e diferentes padrões gofrados (imagem de detalhe, em baixo, à esquerda).
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São óptimos recipientes para rebuçados, amêndoas ou bombons (exemplos no artigo Taças em Perspectiva), mas também para flores secas ou pot-pourri, contas e vidros coloridos, seixos miúdos ou pequenas conchas.
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Outra possibilidade de conjugação, particularmente decorativa:
uma taça e um Vaso Quadrangular.
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Recipientes, série ORITASS
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Materiais:
Papel semiartesanal gofrado, papel semiartesanal texturado.
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(1) Fancy Dish, segundo diagramas do origamista David Petty.
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92. Jarra ou Vaso Quadrangular
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Este modelo de origami chinês (1) pode funcionar como peça decorativa em si mesmo ou pode ser utilizado como jarra ou vaso, com plantas verdes ou flores secas, como já aqui tinha mostrado em Vaso Tradicional.
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Todos os exemplos agora apresentados, incluindo os do artigo Uma Nova Loja, são em papel semiartesanal texturado, gofrado ou com aplicações metalizadas.
Para garantir a estabilidade do modelo, o fundo é reforçado e revestido com inertes naturais: um seixo grande ou vários seixos pequenos.
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À esquerda, proporção relativa dos vasos, em três dimensões disponíveis;
à direita, imagem de detalhe dos seixos e reforço do fundo.
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Recipientes, série ORIVASIS
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Materiais:
Papel semiartesanal gofrado, papel semiartesanal metalizado, papel semiartesanal texturado, seixos marinhos.
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(1) Segundo diagramas do origamista David Petty.
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91. Uma Nova Loja
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— Cheia de coisas bonitas e com muita originalidade, para presentes únicos, lembranças especiais e decorações personalizadas: é a Dicas d’Imagem, na Avenida João XXI, nº 11A, em Lisboa (quem vai da Av. Roma para o Areeiro, é mais ou menos a meio, do lado direito).
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E lá estão também algumas das minhas peças (encadernação, máscaras e origami),
como estes dois exemplos de Jarra ou Vaso Quadrangular.
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